Esporte sem Dopagem

O caminho do Esporte não é fácil de ser percorrido. Existem barreiras, medos, desafios, incertezas. E é aí que a família do atleta entra em cena. Família é apoio, suporte, segurança. Você tem de estar ao lado do seu atleta não só para incentivá-lo e acolhê-lo, como também para orientá-lo a fazer as escolhas certas.

Como parte da família, você tem que saber o que é a antidopagem para conversar com seu atleta. Você precisa entender que o Controle de Dopagem é feito para defender o Esporte. Dopagem é fraude. E, por isso, não podemos deixar que alguém que não merece vencer passe à frente do atleta que trabalhou duro, treinou e teve um desempenho esportivo sem fazer uso de substâncias ou métodos proibidos, sem pegar nenhum atalho para o pódio.

 

O que a família pode fazer?

O atleta tem seus momentos de fragilidade e é nessas horas que ele precisa confiar em alguém, precisa do seu apoio.

Preste atenção no seu atleta. Ele pode se sentir pressionado de todos os lados: treinador, patrocinador, torcida. É nesse momento que você pode ser o ombro amigo para erguê-lo e não deixar que ele escolha o caminho errado, sem volta.

O atleta pode ser seduzido ou, até mesmo, ser movido pela fama ou pelo dinheiro fácil. Assim, pode ficar propenso a aceitar a Dopagem por imaginar que vai conseguir o que quer com mais facilidade. Fique atento a isso também, para aconselhá-lo.

Conheça a equipe técnica do seu atleta. Trabalhe junto com ela. Muitos atletas depositam em seus treinadores o sucesso da carreira. Com toda essa influência, é bom que você conheça como ele está sendo orientado e como o treinador acha que você pode ajudar.

Não existe uma fórmula que vá fazer o atleta aceitar ou não a dopagem. Existe um trabalho contínuo de fazê-lo entender que o Esporte exige trabalho duro, determinação, compromisso ético. É o nome dele que está em jogo. É sua reputação e credibilidade. É o sonho, a carreira, a vida de sacrifícios em prol do Esporte. Como família, você pode ensinar valores, ajudar a lidar com situações difíceis e, principalmente, motivar o seu atleta a competir livre dos perigos da Dopagem.

 

 

 

Como é feito o Controle de Dopagem?

 

Passo a Passo do Controle de Dopagem

O Controle de Dopagem é parte essencial do programa antidopagem, para promover e proteger a integridade do Esporte. Os testes dos atletas são analisados em laboratórios acreditados pela Agência Mundial Antidopagem – WADA-AMA (ou seja, aprovados pela AMA) para identificar o uso de Substâncias e Métodos Proibidos.

São cinco as etapas do Controle:

 

Os Controles podem acontecer Em-Competição ou Fora-de-Competição.

Para os Controles Em-Competição, o atleta pode ser selecionado por sorteio, com base na classificação obtida ou outro critério específico.

Para os Controles Fora-de-Competição, o atleta pode ser selecionado por sorteio ou por uma forma dirigida, sem aviso prévio.

Para efeito de Controle de Dopagem, o Código Mundial Antidopagem define que o Atleta Nacional é aquele que foi selecionado para integrar o Grupo Alvo de Testes da ABCD. Já o Atleta Internacional, é aquele que foi selecionado por sua Federação Internacional para integrar o Grupo Alvo de Testes da Federação Internacional.

Entenda melhor:

Se o atleta participa de Competições Internacionais, sua Federação Internacional pode incluí-lo no Grupo Alvo de Testes dela. Assim, a Federação Internacional do atleta passa a ser a responsável por realizar o seu Controle de Dopagem.

Se o atleta participa de Competições Internacionais e não foi escolhido para compor o Grupo Alvo de Testes dela ou se ele participa apenas de Competições Nacionais, a ABCD pode incluí-lo em seu Grupo Alvo de Testes.

Eventualmente, a ABCD pode testar um atleta que está no Grupo Alvo de Testes de sua Federação Internacional.

Fique atento! Qualquer atleta filiado a uma Federação Brasileira pode ser submetido ao Controle de Dopagem.

 

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O atleta selecionado para o Controle de Dopagem é notificado por um Agente de Controle de Dopagem para fazer o teste. O atleta assina a notificação e é acompanhado pelo DCO ou pelo Escolta até a Estação de Controle de Dopagem, o local em que as amostras são coletadas.

 

 

   

Ao chegar à Estação de Controle de Dopagem, o atleta é informado sobre seus direitos e deveres e sobre qualquer modificação necessária para atendê-lo, caso seja menor de idade ou precise de alguma necessidade especial.

Coleta de Urina

Na Estação, o atleta pode beber água e isotônicos para estimular a produção de urina. Ele deve observar se a embalagem fornecida se encontra íntegra, sem sinais de ter sido violada.

Depois que o atleta informar ao DCO os dados pessoais, ele escolhe um copo para coleta de amostras entre os que forem oferecidos. Ele deve conferir para ter certeza de que a embalagem está lacrada e intacta. No momento da coleta, o DCO/Escolta também acompanha o atleta. Isso porque ele precisa ter uma visão direta do fornecimento de urina. É necessário completar, no mínimo, 90 ml de urina com uma densidade adequada aos exames. O atleta deve permanecer com o controle de sua amostra de urina, ou seja, deve tomar conta do seu copo coletor para ninguém mais tocá-lo, a menos que ele peça.

Se o volume de urina fornecido for inferior ao mínimo necessário, o atleta vai precisar fornecer uma nova amostra.  A primeira parte fornecida é temporariamente lacrada para, mais tarde, ser misturada com a nova parte de urina coletada. Quando estiver pronto, deve escolher um novo copo para coletar o restante de urina.

Em seguida, são oferecidos a ele pelo menos três kits selados. O atleta escolhe um deles, que será utilizado para transportar a urina até o laboratório. Ele deve abrir e conferir se os frascos para as amostras “A” e “B” estão corretos, ou seja, lacrados, limpos e intactos, com o número de identificação correspondente ao da embalagem externa. O atleta será identificado por esse número e sua identidade não será revelada ao laboratório. Somente a ABCD saberá qual o número da embalagem que corresponde a essa amostra de urina.

Sob a orientação do DCO, o atleta despeja a urina coletada nos frascos “A” e “B”, sendo que no “A” deverá ter um mínimo de 60 ml e no “B”, um mínimo de 30 ml. Em seguida, antes de lacrar os frascos, o atleta deve arrumá-los na caixa da embalagem. O DCO checa a densidade da urina. Se estiver muito diluída, esse detalhe será registrado no formulário e o atleta deverá fornecer uma nova amostra.
 

 

Amostra de Sangue

O procedimento de coleta de sangue é semelhante ao utilizado na coleta de urina, com pequenas alterações:

Antes da coleta da amostra, o atleta deve ficar sentado por pelo menos dez minutos. O Oficial de Coleta de Sangue – BCO só poderá iniciar a coleta quando passadas duas horas do término do treino ou competição do atleta, caso tenham sido realizados. Portanto, se ele treinou ou competiu duas horas antes de ser notificado, deve avisar ao DCO ou ao BCO. O atleta deve permanecer sob a observação do Agente de Controle, até terminar todo o processo de coleta de amostras.

Após apresentar a identificação e qualificação, o BCO escolhe a melhor veia do braço ou da mão do atleta. Será coletada uma quantidade suficiente de sangue para atender aos exames necessários, mas não poderá ser retirado mais do que 19ml. Em seguida, o BCO retira a agulha e aplica um curativo na área. Apenas um pequeno volume de sangue é retirado, para que o atleta não sofra nenhum efeito colateral.

 

 

Formulário de Controle de Dopagem

O DCO vai registrar todos os detalhes da coleta de sua amostra no Formulário de Controle de Dopagem antes de pedir para o atleta conferir todas as informações. O DCO vai pedir que ele revele todo e qualquer medicamento ou suplemento que tiver tomado nos últimos sete dias. O atleta também pode escrever qualquer comentário, relato ou observação sobre os procedimentos do Controle de Dopagem ou sobre qualquer outro aspecto da coleta.

Quando o Formulário de Controle de Dopagem estiver preenchido, o atleta deve conferir todas as informações. Se estiver de acordo, assina o formulário. O DCO também assina o formulário antes de destacar uma cópia e entregá-la ao atleta.

O atleta deve exigir sua cópia e guardá-la em local seguro.

As amostras coletadas são enviadas a um dos laboratórios acreditados pela Agência Mundial Antidopagem – WADA-AMA, seguindo um rigoroso procedimento para garantir a segurança e a manutenção das características do material coletado.

A amostra “A” será analisada de imediato e a amostra “B” ficará armazenada em local seguro, em condições de ambiente ideais para manutenção da qualidade das amostras.

Caso a amostra “A” apresente um Resultado Analítico Adverso (positivo para dopagem), o atleta será informado pela ABCD e poderá decidir se vai ou não pedir a análise da amostra “B” para contestar o resultado inicial.

 

Todo atleta que comete uma violação às regras Antidopagem pode sofrer as punições previstas no Código Mundial Antidopagem.

O atleta pode recorrer das sanções impostas apelando junto à Justiça Desportiva, sendo que a última e definitiva instância é a Corte Arbitral do Esporte – TAS.

Segundo a nova versão do Código, em vigor a partir de janeiro de 2015, os casos comprovados, no Esporte, de uso de substâncias proibidas, recusa em fornecer amostras ou outras violações previstas impõe ao atleta uma suspensão mínima de 4 (quatro) anos, se comprovada uma conduta intencional. Pode chegar até mesmo ao banimento do Esporte nos casos de reincidência.

 

 

 
 
 
 
 
 

Código Mundial Antidopagem

Você conhece o Código Mundial Antidopagem? Não? Está mais do que na hora de ser apresentado a ele.
 
No Código, você encontra assuntos como a postura que um atleta deve ter, seus direitos e deveres, as infrações e penalidades que envolvem um resultado de dopagem comprovado, entre outras coisas.
 
Acesse, baixe, tenha o Código Mundial Antidopagem como aliado na Luta Mundial Contra a Dopagem no Esporte. A partir de 2015, o atleta deverá ficar atento: entrará em vigor uma nova versão do Código.  O texto final já foi divulgado pela Agência Mundial Antidopagem – WADA-AMA
 

Substâncias e Métodos Proibidos

A Lista de Substâncias Proibidas da Agência Mundial Antidopagem – WADA-AMA define as substâncias e os métodos proibidos no Esporte.

A Lista é divulgada anualmente, com uma nova versão lançada no dia 1º de janeiro de cada ano. A AMA pode, no caso de descoberta de novas substâncias proibidas, solicitar atualização da Lista sempre que entender necessário. Esteja, portanto, atento às mudanças publicadas aqui, no site ABCD

Lista de Substâncias e Métodos Proibidos

Ajude o atleta entender que é sempre importante consultar um médico antes de tomar qualquer medicamento, utilizar suplementos alimentares ou produtos fabricados por meio de fórmulas químicas.

Alerte o atleta sobre comprar suplementos de origem desconhecida! Vale lembrar que os recursos de pesquisa ou busca online disponíveis na internet não podem assegurar a composição certa desses produtos. Além disso, a fórmula do produto pode variar de um país para outro, ainda que o nome seja igual.

ADAMS

Formulário de Localização para Atletas com deficiência visual - versão 1 - clique para acessar

Formulário de Localização para Atletas com deficiência visual - versão 2 - clique para acessar

 

 

 

ADAMS – Anti-Doping Administration and Management System é um sistema baseado na internet que permite fazer o gerenciamento e a administração do Controle de Dopagem. A ferramenta é gratuita e a Agência Mundial Antidopagem – WADA-AMA, como coordenadora do Sistema, garante a segurança de todos os dados cadastrados.

Com o ADAMS, é possível centralizar, em um só lugar, as informações sobre a localização do atleta (módulo conhecido como whereabouts), testes realizados, solicitações de Autorização de Uso Terapêutico – AUT, passaporte biológico entre outros elementos significativos para o controle de dopagem do atleta. É, portanto, um importante instrumento de gestão para entidades esportivas porque acrescenta, reúne e consolida os dados de antidopagem em um ambiente seguro.

Essa centralização e automatização facilitam o compartilhamento de informações entre as organizações antidopagem, promovendo a eficiência de suas ações. Tudo isso para assegurar que o Código Mundial Antidopagem seja devidamente cumprido.

As informações do ADAMS podem ser consultadas tanto pela ABCD, quanto pela Federação Internacional da modalidade do atleta e pela WADA-AMA.

 

 

  - Localização do Atleta (Whereabout)

 O atleta selecionado recebe um aviso formal de que necessita informar sua localização a cada três meses. Isso porque uma Autoridade de Teste pode precisar encontrar o atleta para fazer um controle Fora-de-Competição.

 


 

Assim, o atleta precisará informar:

  • um período diário de 1 hora onde poderá ser localizado para realização de Controle de Dopagem;
  • o endereço da acomodação de pernoite;
  • o endereço de correspondência;
  • o endereço de uma atividade regular (como local de treinamento ou trabalho); e,
  • o calendário de competições.

As informações de localização devem ser permanentemente atualizadas no sistema ADAMS, para que o atleta evite a ocorrência de uma Falha de Localização. Três falhas em 12 meses podem ser consideradas uma Violação às Regras Antidopagem.

Os atletas podem inserir suas informações de localização de qualquer lugar do mundo e modificá-las, sempre que necessário, pelo site ou por mensagens SMS para ADAMS.

Para os Atletas com deficiência visual, a ABCD desenvolveu um Formulário de Localização, com base no modelo cedido pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). Assim, o Atleta que tem o programa de leitura no computador, pode ter acesso ao Formulário de Localização adaptado e seu tutorial no início desta página. 

Para os demais Atletas, acesse o tutorial ADAMS de localização, clicando aqui

 

 

- Autorização de Uso Terapêutico - AUT

O sistema ADAMS facilita o gerenciamento de pedidos de AUT e a notificação das partes relevantes envolvidas no processo. Caso a AUT seja concedida, o ADAMS fornece aos atletas a opção de imprimir o certificado de aprovação.

 

 

 

 

 


- Plano de Teste e Gestão de Resultados

O banco de dados do ADAMS é importante tanto para o controle de dopagem Em Competição quanto Fora-de-Competição. As organizações antidopagem podem utilizá-lo para planejar, coordenar os testes e decidir em qual ordem serão aplicados, bem como gerenciar os resultados.
 
E qual a importância disso? Além de facilitar, ajuda a evitar um duplo trabalho, harmonizando a comunicação entre autoridades de testes, responsáveis pela coleta de amostras e laboratórios.

 

 

  - Laboratórios

O material recolhido do atleta segue como um número para o laboratório, desvinculando do nome do atleta. Quando chega ao laboratório, o material recebe outro número, o da amostra, e segue para análise. Esse procedimento é feito para que ninguém do laboratório saiba de quem é aquela amostra coletada. A união desses números e do nome do atleta é feita pelo ADAMS, no momento em que o laboratório registra o resultado. A partir daí, as autoridades competentes, incluindo a AMA, são notificadas.

 

 
 
 
 
 
 
 

Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem – ABCD
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