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Diretor executivo da ABCD ressalta papel de orientação e prevenção contra dopagem

O dia 22 de outubro é um marco para a história do combate a dopagem no esporte nacional. A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) iniciou nesta segunda-feira (22), em Brasília, as suas atividades com uma grande meta: não ter nenhum caso de dopagem entre os atletas brasileiros que disputarão os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

O trabalho será intenso, e o diretor executivo da ABCD, Marco Aurelio Klein, avalia que o país tem condição de conscientizar seus atletas em relação ao perigo do uso de substâncias ilegais. “O nosso espírito na ABCD não é punitivo. O órgão nasce no Brasil voltado para a orientação e para a prevenção”, ressaltou Klein.

Até o dia 30 de outubro, o órgão realizará 100 exames de controle de dopagem, junto com o laboratório Ladetec-UFRJ (Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico), em atletas que recebem o benefício do programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte. Os testes, que serão feitos em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, caracterizam o processo inicial de operação da ABCD.

Confira a entrevista que o Portal do Ministério do Esporte fez com o diretor executivo da entidade.

ME - O que muda com o início das atividades da ABCD?
Agora, o combate ao doping é uma política de governo. É uma política para desenvolver um Programa Nacional de Controle de Dopagem dentro de um parâmetro que seja justo, que tenha os recursos exclusivos para que todos realizem os exames seguindo procedimentos iguais.

ME - Qual é a função da ABCD?
A ABCD estabelecerá os protocolos de controle de dopagem, a formação, a capacitação, a certificação dos oficiais de controle de dopagem. Nós vamos dizer que, para ser oficial de controle de dopagem, é preciso preencher todos os requisitos determinados. Tudo por meio da ABCD.

Esse padrão completo dará todas as garantias aos atletas brasileiros. O Programa Nacional de Controle de Dopagem vai estipular que em cada modalidade realizar-se-á um certo número de exames, dentro e fora de competições. A partir daí, as confederações, com a nossa supervisão, irão executar. A ABCD fará o seu conjunto de exames extras, ao longo do ano, fora desses que são tradicionais.

Vamos acompanhar os controles que estão sendo feitos para certificar se os protocolos estão sendo seguidos. Esse processo de unificação de protocolo é muito importante, porque protege o atleta e ela passa a saber qual é a regra do jogo.

ME – O que é um Programa Nacional de Controle de Dopagem?
É uma ação que estabelece os critérios de controle de dopagem, ou seja, todos os protocolos. O padrão de formação, capacitação e certificação dos oficiais de controle de dopagem, profissionais que fazem as coletas das amostras para os exames.

Outra missão é estabelecer os critérios para o número de exames por modalidades e por tipos de competição, número de amostras que devem ser coletadas nessas competições e fora delas, número de amostrar feitas por urina e por sangue. Um programa nacional vai estabelecer esse conjunto de regras, com o número de caminhos para o universo esportivo brasileiro no alto rendimento.

Há também um trabalho paralelo, mas não menos importante, que é um trabalho educacional, em um sentido bastante amplo. É um trabalho de informação para a prevenção, orientação e proximidade da ABCD com tudo que envolve o esportista – atleta, treinador e a sua família. O espírito da ABCD nasce no Brasil voltado para a orientação e para a prevenção.

ME - Como será o reconhecimento da entidade pela Agência Mundial (Wada)?
Neste momento o país precisa, de fato, ter a sua entidade de controle de dopagem funcionando regularmente, pelos seus compromissos internacionais, com os eventos internacionais que vai receber nos próximos anos. Entrar em atividade nos coloca em conformidade com o código mundial antidopagem estabelecido pela Wada.

ME – O trabalho será grande. Qual é a meta da ABCD?
A minha meta como diretor executivo da ABCD é que em 2016 nós não tenhamos nos Jogos Olímpicos e nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro nenhum caso de dopagem entre os atletas brasileiros. Isso é possível. Tenho a consciência de que temos muito trabalho pela frente. Austrália, China e Reino Unido fizeram isso.

ME - Como esses primeiros 100 atletas foram escolhidos?
O sorteio dos atletas foi aleatório, levando como base somente o tipo de modalidade. Existe um padrão internacional no número de testes definidos, como modalidades que tem menos praticantes, casos de atletas pegos na dopagem. Determinadas modalidades por padrão histórico internacional tem uma referência internacional de proporção nos testes. Você tem modalidade que vai ter poucos. O futebol, por exemplo, está fora desses primeiros 100, porque já existe uma prática regular de controle de dopagem dentro desse esporte.

Breno Barros
Foto: Francisco Medeiros
Ascom – Ministério do Esporte
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Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem – ABCD
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