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O Globo: ABCD luta para assumir testes de dopagem do futebol

Veja, abaixo, a matéria de Carol Knoploch para o jornal O Globo.

— Não dá para entender por que só o futebol tem autorização própria para fazer controle antidopagem — lamenta Eduardo De Rose, membro da Wada, que acredita que, pelo fato de a CBF não receber dinheiro público, não se sente obrigada a se submeter ao órgão federal. — Esse é mais um aspecto importante da autonomia da CBF. Por isso não deve ter interesse.

O secretário nacional da ABCD, Marco Aurelio Klein, explica que a presidente Dilma Rousseff reiterará, via decreto, que a ABCD é a única autoridade para testes no país. E que após essa publicação no Diário Oficial da União, o futebol passará para seu "guarda-chuva". Além disso, para a ABCD estar em conformidade com a Wada, terá de criar um tribunal específico para casos de doping.

— Não se trata de disputa de espaço. É o que atende a Wada, e teremos um período de transição - afirma Klein, que prevê 4,5 mil testes no futebol masculino, feminino e futsal em 2016, incluindo testes-surpresa e os estaduais. — Testaremos EPO (eritropoietina) e hGH (hormônio de crescimento), o que não é feito atualmente. O futebol rastreia um menu básico, para cocaína, canabis, anabolizantes, estimulantes e diuréticos.

No Carioca e no Gaucho, o exame é facultativo (Paulista e Mineiro têm obrigação de antidoping em todos os jogos, assim como no Brasileiro). O Vasco, campeão carioca em 2015, se recusou a pagar pelos exames durante todo o torneio. Passou por testes em sete dos 19 jogos, incluindo as semifinais e finais, porque os rivais pediram o controle e pagaram pelo custo, segundo levantamento no site da Federação de Futebol do Rio de Janeiro.

Para Fernando Antônio Gaya Solera, presidente da Comissão de Controle de Doping da CBF e da Federação Paulista, além de diretor médico da Conmebol, não há movimento para que a CBF deixe de fazer esse controle.

— Como sou a autoridade designada pela Fifa para os testes e gerência de resultados no Brasil e América do Sul, ela precisaria tirar de mim essa autoridade. Eu saberia se fosse perder o emprego — garante Solera, que diz ser o único médico no Brasil com o título de Oficial de Controle de Doping (DOC) da Fifa. - Não vejo obrigatoriedade dos testes serem controlados pela ABCD. Aproveitam a deixa para incorporar o futebol.

Solera informou que são feitos cerca de 4,5 mil testes por ano, incluindo de torneios internacionais. Do total nacional, cerca de 10% são feitos fora de competição. A cada 15 dias, os testes de urina são levados para laboratórios creditados pela Wada na Colômbia, EUA e Suíça, por um médico da CBF. Os clubes pagam a conta.

Ele explica que não fazem coletas de sangue pois, segundo ele, não é usual esse tipo de controle na modalidade, mas admite que a Uefa testa EPO e hGH, além das coletas para passaportes biológicos (assim como a Fifa).

— A coleta tem de ser inteligente, até para reduzir custos — opina o médico, que lembra que a Uefa teve poucos casos positivos para estas substâncias. - Eles estão sempre um passo à frente.

De Rose explica que a Wada exige que, para o futebol, 10% dos testes tenham rastreamento para EPO e 10% para hGH. Além disso, Klein observa que constitui violação do Código Mundial Antidopagem o acumulo de amostras para envio para laboratórios.

Em 2014/15, a Uefa colheu 2.388 amostras (315 de sangue) em suas competições, sendo 1.700 (299 de sangue) na Liga dos Campeões (incluindo testes surpresa). Para 2015/16, incluiu controle esteroidal do passaporte biológico (criado em 2014 pela Wada) e assinou acordos de cooperação com as Organizações Nacionais Antidopagem na Europa para harmonização de testes.

— O importante é a qualidade — encerra De Rose.

 

Para ver a matéria no site O Globo, clique aqui

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