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Simpósio sobre Educação Física e Nutrição em Natal terá participação de secretário Rogério Sampaio

O secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) do Ministério do Esporte, Rogério Sampaio, é palestrante do 4º Simpósio e Semana de Educação Física e Nutrição que começa nesta quinta-feira (01.09), às 19h, na Universidade Potiguar, em Natal, e segue até o dia 03 de setembro.
 
O judoca, campeão olímpico em Barcelona 1992, foi convidado pela organização do evento para contar sobre sua experiência como atleta olímpico, e ainda o trabalho à frente da ABCD, o combate à dopagem dos atletas brasileiros, bem como a preocupação da instituição visando mostrar aos esportistas que o uso de substâncias e método proibidos ferem a ética do esporte, e as regras do Código Mundial Antidopagem, além de representar um risco a saúde.
 
O tema do simpósio deste ano é “Estratégias Nutricionais e Desempenho Físico e Funcional”. O objetivo é levar aos participantes uma oportunidade para o debate sobre a alta performance por meio da prática de atividade física e da prescrição de alimentos para a promoção da saúde.
 
O evento acontece no campus Natal, nas Unidades Salgado Filho e Roberto Freire, e é voltado para profissionais e estudantes de educação física e nutrição. A programação ainda conta com minicursos e palestras em comemoração ao Dia do Nutricionista e ao Dia do Profissional de Educação Física.
 
Sobre a ABCD
 
A ABCD é uma secretaria do Ministério do Esporte responsável pela luta contra a dopagem no esporte. Sua função é defender o direito dos atletas brasileiros de participarem de competições esportivas livres de quaisquer formas de substâncias e métodos proibidos, e consolidar a consciência antidopagem no país.
 
Desde que a ABCD passou a funcionar institucionalmente em 2014, a instituição se comprometeu em cumprir as determinações da Agência Mundial Antidopagem (WADA-AMA) e a convenção da Unesco no cumprimento do Código Mundial Antidopagem.
 
A ABCD formou um grande grupo de teste (grupo-alvo), treinou e certificou 107 Oficiais de Controle de Dopagem (DCOs) e 24 Oficiais de Coleta de Sangue (BCOs), num total de 131 agentes. A secretaria também assumiu o compromisso de extinguir casos de dopagem no grupo-alvo, formado principalmente por atletas classificados e/ou com chance de medalhas nas Olimpíadas e Paralimpíadas Rio 2016, além daqueles que recebem recursos do Programa Bolsa Atleta.
 
Ainda integrou o esforço do Governo Federal e do Ministério do Esporte para a certificação do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem. Os investimentos ultrapassaram os R$ 151,3 milhões na construção de um novo prédio e mais R$ 74,6 milhões na compra de novos equipamentos. Com isso o Brasil passou a ter o laboratório mais moderno do mundo para a realização de análise das amostras, que ficará como legado dos dois megaeventos.
 
Em 2015 a ABCD realizou um total de 1.410 testes (urina e sangue), sendo 929 em competição, 430 fora de competição e 21 passaportes biológios (também fora de competição). Já em 2016 (de janeiro a julho) foram feitos 2.227 testes, sendo 1.257 em competição, 922 fora de competição e 48 passaportes biológicos (fora de competição). A meta é chegar a 3,5 mil testes até o fim do ano.
 
A Agência Mundial Antidopagem e as diversas organizações antidopagem estão desenvolvendo uma rede de troca de informações para identificar atletas e outros  profissionais envolvidos com o assunto e vêm estimulando que os apontados em casos suspeitos denunciem os demais participantes, em troca da redução das sanções a que estão sujeitos. Isso tem facilitado o trabalho de prevenção à dopagem e pode evitar que atletas limpos sejam prejudicados.
 
A ABCD também está formulando palestras e materiais educativos para utilizar junto a diferentes públicos, entre eles familiares dos atletas, treinadores, estudantes, médicos e demais interessados. Para prevenir é preciso educar e conscientizar tanto os atletas que já estão competindo como toda a sociedade, em especial as crianças, a respeito dos danos que o uso de dopagem provoca na vida de tantas pessoas.
 
Outro aspecto do combate à dopagem é conscientizar as pessoas sobre o mal que algumas substâncias causam à saúde, provocando efeitos colaterais que trazem consequências irreversíveis e que podem até levar à morte. O uso de anabolizantes por frequentadores de academias também é bastante preocupante e a ABCD pretende fazer um forte trabalho de alerta e esclarecimento.
 
 
Cláudia Sanz
Ascom - Ministério do Esporte

Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem – ABCD
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