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Advogado Geral da USADA detalha caso Armstrong e crê que Jogos Rio 2016 serão um dos mais limpos da história

por Luiz Roberto Magalhães*

A luta contra a dopagem no esporte é travada em várias frentes. Uma das principais é a difusão de informação, de modo que atletas, técnicos e outros profissionais envolvidos em atividades esportivas possam conhecer os riscos do uso de substâncias e métodos proibidos e, assim, as competições possam ser mais limpas.

Entretanto, as campanhas educativas e os testes antidopagem realizados dentro e fora das áreas de competição não são os únicos pilares dos trabalhos a que a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) se dedica. É preciso, também, identificar e punir aqueles que produzem e distribuem substâncias ou métodos proibidos. E é aí que os trabalhos de inteligência se tornam fundamentais.

Realizado entre 12 e 14 de abril, em Brasília, o I Fórum ABCD de Inteligência Antidopagem reuniu representantes de diversas organizações nacionais e internacionais que atuam no setor de inteligência. Estiveram presentes, além de profissionais de entidades brasileiras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), convidados ligados à Agência Antidopagem dos Estados Unidos (Usada), à U.S. Homeland Security, à Polícia Judiciária de Portugal, à Guarda Civil Espanhola, à Agência Antidopagem da China (Chinada), à Agência Antidopagem do Reino Unido (UKDA) e ao Centro Canadense pela Ética no Esporte (CCES, em inglês), além do Comitê Olímpico Internacional (COI). 

O evento discutiu e apresentou diversos casos bem-sucedidos de operações que culminaram no desbaratamento de grupos ou indivíduos que trabalhavam na produção e distribuição de substâncias ou métodos proibidos no esporte.

Um dos palestrantes, William Bock, da Usada, falou sobre um dos casos mais importantes da história das operações antidopagem, que envolveu, entre outros, o ex-ciclista Lance Armstrong. Sete vezes campeão da Volta da França e um dos atletas mais famosos do mundo na década passada, Lance perdeu todos os títulos da Volta da França (competição mais importante do mundo no ciclismo de estrada) e foi banido do esporte depois que as investigações provaram que ele participou, por anos, de esquema sistemático de dopagem em sua equipe. Ao fim do processo de investigação, Lance, que por anos havia negado o uso de substâncias e métodos ilegais, confessou ter se dopado em uma entrevista à apresentadora americana Oprah Winfrey.

“O que o caso Armstrong fez foi demonstrar para muita gente do esporte e das entidades antidopagem a importância da investigação, que é um dos tópicos que viemos discutir aqui no Brasil”, explicou Bock, um dos conselheiros da Usada. “Acredito que esse caso mostrou a toda a comunidade que atua no campo da antidopagem a necessidade de não se atacar a dopagem apenas através da educação ou da ciência, com os testes. É preciso também combinar esses fatores com um terceiro, que é a inteligência, as investigações”.

William Bock destacou a importância da colaboração de diversos agentes no caso Armstrong e como o impacto refletiu na maneira de as pessoas encararem o assunto. “Algumas evidências do caso Armstrong foram obtidas através de cooperações com instituições policiais de outros países. Portanto, houve um aspecto de cooperação global. Obviamente, Lance Armstrong era um dos atletas mais conhecidos do planeta e o fato de que ele tinha conseguido se dopar com sucesso e por um longo período surpreendeu muita gente. Então, o caso teve notoriedade. E isso forçou as pessoas a se defrontarem com questões do tipo: como ele conseguiu fazer isso por tanto tempo? Como ele eventualmente foi descoberto? O que isso significou para o futuro do sistema? Esse caso foi um ótimo aprendizado e abriu a mente das pessoas para o fato de que a gente precisa desse terceiro componente, que é a inteligência, nas ações antidopagem”.

* matéria publicada nesta quarta-feira (15.04), no site Brasil 2016. Para ver a matéria completa, clique aqui

 

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