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Em visita ao LBCD, ministro do Esporte se mostra otimista em reacreditação

Confira a matéria publicada nesta sexta-feira (08.05) sobre a reacreditação do LBCD - Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, no Portal Brasil 2016

Às vésperas de participar da reunião do Conselho de Fundadores da Agência Mundial Antidopagem (AMA ou WADA, na sigla em inglês), o ministro do Esporte, George Hilton, visitou as instalações do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) nesta sexta-feira (08.05). Na próxima quarta-feira (13.05), ele estará em Montreal, no Canadá, onde a WADA definirá se o laboratório será reacreditado, o que significa que o LBCD poderá fazer as análises de amostras para controle de dopagem dos 44 eventos-teste para os Jogos de 2016, que começam a partir de julho, e também durante as Olimpíadas e Paraolimpíadas no Rio de Janeiro.

Otimista em relação à resposta positiva da entidade mundial, George Hilton comentou a importância e o pioneirismo que a reacreditação do LBCD vai representar para o Brasil e para o continente. “Só temos dois laboratórios acreditados pela WADA no hemisfério sul, um em Joanesburgo (África do Sul) e outro em Sydney (Austrália). O Brasil será o terceiro e vai ter uma importância nacional e em toda a região, já que vamos poder emprestar o laboratório para que os países da América do Sul realizem seus testes”, afirmou o ministro, que esteve acompanhado na visita pelo secretário executivo do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser; pelo secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurelio Klein; e pelo professor Francisco Radler, coordenador do LBCD.

Funcionando desde agosto de 2014 para cumprir a fase de testes exigida pela Wada para a reacreditação, o O LBCD, que existe desde 1989, está instalado no Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e faz parte do Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), que congrega vários outros laboratórios satélites. 

A reacreditação do LBCD terá um impacto imediato no esporte brasileiro. De acordo com Marco Aurelio Klein, o número de testes aumentará de forma significativa em relação aos anos anteriores. “Fora do futebol, vamos passar de 857 testes feitos em 2013 para 2.500 em 2015. É um legado extraordinário para o país, para a universidade e para a ciência”, destacou o secretário nacional da ABCD.

 

Outro ponto destacado foi o legado imaterial que os Jogos Rio 2016 deixarão para os profissionais do laboratório. Segundo o professor Francisco Radler, o ambiente durante o evento vai proporcionar uma experiência única. “A expectativa para os Jogos é de 240 profissionais. Destes, pelo menos 100 serão voluntários de outros laboratórios acreditados pela WADA. É um momento único para o controle de dopagem porque vai reunir os maiores especialistas de todos os laboratórios aqui no Rio. Vamos ter a possibilidade de absorver o que há de melhor no conhecimento da área”, exaltou Radler.

 

Investimento federal

O novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem recebeu um investimento total de R$ 134 milhões, sendo R$ 106 milhões do Ministério do Esporte e R$ 28 milhões do Ministério da Educação. Além da verba para o espaço físico, o ME destinou R$ 54 milhões para a compra de materiais, equipamentos e operação do LBCD. De acordo com o professor Radler, 97% dos equipamentos já foram entregues, mas alguns ficarão apenas para 2016 pela necessidade de serem os mais modernos possíveis para atender à demanda dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro.

Passaporte biológico

Uma das novidades que o LBCD permitirá será a criação do passaporte biológico, uma maneira de fazer o acompanhamento do perfil dos atletas por meio de análises de sangue e urina durante um longo período de tempo. Segundo Marco Aurelio Klein, a ABCD utilizará a novidade ainda este ano para acompanhar um grupo de 37 atletas brasileiros. A divulgação dos nomes dos atletas deverá ser feita na próxima semana. “O passaporte biológico nos permite acompanhar e estabelecer um padrão daquele sangue ou urina ao longo de um tempo para assim identificar práticas como a manipulação de sangue”, exemplificou Klein.

Ampla participação

Caso a reacreditação do LBCD seja confirmada no Canadá na próxima semana, o Ministério do Esporte já tem um planejamento traçado com o Comitê Organizador Rio 2016 para testar as operações do controle de dopagem nos eventos-teste que começam em julho no Brasil. Um trabalho que não envolve apenas o laboratório e terá a contribuição de outras áreas e entidades brasileiras.

“É importante ressaltar que a operação não é apenas do laboratório. É preciso treinar os agentes que vão fazer a coleta e o fluxo de transporte até o LBCD. É um trabalho grande de treinamento de pessoal e é onde outras universidades podem participar do processo, tendo um maior conhecimento. Há uma previsão dessa participação não só na análise, mas em toda a operação”, destacou Ricardo Leyser, secretário executivo do Ministério do Esporte.

                                     

Para ver a reportagem no Portal Rio 2016, de Vagner Vargas, clique aqui

 

 

 

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