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O Globo: elite brasileira será testada ao menos seis vezes antes dos Jogos Rio 2016

Veja, abaixo, a matéria de Thierry Gozzer, publicada no jornal O Globo desta quarta-feira (25/11).

A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) tem uma meta ousada para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, no ano que vem. No início do mês de novembro, quando o escândalo de doping no atletismo russo veio à tona, o secretário nacional da entidade, Marco Aurelio Klein, estipulou o "doping zero" por parte dos atletas brasileiros nos Jogos de 2016. Para conseguir cumprir a promessa, Klein garante que os atletas de elite do país, aqueles favoritos ao pódio, serão testados pelo menos seis vezes nesses últimos nove meses antes da maior competição poliesportiva do mundo.

- Os atletas de ponta do Brasil, que tem chance de medalha, que são os que nós temos um grande foco de proteção, serão testados no mínimo seis vezes até as Olimpíadas. De agora (24 de novembro) até o Rio 2016. Não importa onde ele esteja. Quem já foi, vai ser mais testado, quem não foi, será. Independentemente de onde esteja. Treinando nos Estados Unidos, no Brasil, competindo aqui, fora, assim como nós faremos os testes surpresas, de forma randômica também. Ele saberá que os Jogos, que vai competir em seu país, serão limpos - garante Klein.

Nesta terça-feira, Marco Aurelio comandou um segundo encontro na ABCD, em Brasília. Ao seu lado estava Gabriella Re, britânica que criou e comandou o serviço de inteligência contra dopagem nos Jogos de Londres, em 2012. Além da entidade e de Gabriella, a reunião teve a presença de membros da Anvisa, Serviço de Inteligência Nacional, Receita Federal, Ministério da Defesa, Desporto Militar e da secretaria nacional de grandes eventos. Todos os órgãos irão trabalhar em conjunto em um serviço de inteligência para prevenir e atacar os focos de doping antes, durante e depois do Rio 2016.

- O ladrão não corre atrás da polícia. A polícia é quem corre atrás do ladrão. A inteligência no doping olha o problema como um todo. Dopagem não é sobre droga apenas, é uma quebra de ética para se fraudar o esporte. O Lance Armstrong, em um ano, gastou US$ 1 milhão nisso (cerca de R$ 3.700.000). Não há uma pílula que custe isso. Também se compra resultados de exames, medalhas, pódios. Queremos proteger o atleta. Quem está limpo quer estar em uma competição que todos estejam limpos. O controle de dopagem é invasivo, intenso. Quanto mais alto o nível do atleta, mais vezes ele é controlado, 20, 30 vezes, como nos Estados Unidos. Comparo como a segurança dos aeroportos. É invasivo, incômodo, você tira o cinto, abre a mala, tira o sapato, mas é melhor que você sai dali e sabe que a chance de estar em um voo seguro é grande. É melhor que seja assim do que ter um risco do meu lado. O trabalho que fazemos protege o atleta - explica Klein.

Marco Aurelio não alivia para os potenciais burladores. Ele garante que nenhum deles terá sossego mesmo que consiga escapar em um primeiro momento.

- O cara que ganhar uma medalha dopado pode ter certeza que não vai dormir tranquilo pelos próximos quatro, oito, 12 anos. Vamos trabalhar a cada dia para ter essa medalha de volta.

A britânica Gabriella Re foi convidada pela ABCD pelo trabalho feito nas Olimpíadas de Londres. Ela comandou a primeira ação de inteligência contra o doping em Olimpíadas com chancela do Comitê Olímpico Internacional. Seu trabalho foi elogiado e teve resultados positivos. Gabriella acredita que sua experiência será importante para os Jogos do Rio de Janeiro.

Marco Aurelio Klein e a britânica Gabriella Re (Foto: Thierry Gozzer)

 

- Acredito que a chave do que posso trazer é minha experiência em inteligência e colocar isso dentro do serviço antidoping nos Jogos Olímpicos. Que foi o que aconteceu em Londres. Foi a primeira vez que o COI (Comitê Olímpico Internacional) teve a estrutura organizada para usar a inteligência no sistema de testes de doping para encontrar os atletas que se dopam ou que estão interessados em se dopar. Vamos construir informações sobre doping e vamos realmente ajudar a colocar o Brasil na direção certa. A nossa jornada não é tão longa, mas temos desafios - conta Gabriella.

O secretário da ABCD ainda acredita que o trabalho de inteligência criado para o Rio 2016 será um legado para as próximas gerações de atletas e, claro, de torcedores que esperam acompanhar competidores limpos.

- Nossa preocupação é para os Jogos como um todo. É uma preocupação do Comitê Olímpico Internacional, do Rio 2016 e do estado brasileiro, que pretende proteger os Jogos como foi feito no Reino Unido. Como é que trabalho para evitar que as pessoas que têm interessem em trazer substância que não pode, equipamento que não pode, ou que têm interesse em trazer pessoas desse universo. Inteligência é ter um compartilhamento de informação com todas essas entidades e uma sistemática de trabalhar junto. Acertamos que isto passa a ser um grupo de trabalho reforçando a luta contra a dopagem no esporte. A força dos Jogos traz a força para realizarmos isso. os Jogos acabam, e esse recado ao mundo das sobras fica o alerta. O estado brasileiro está organizado para combater isso. É um legado.

Para ver a matéria no site O Globo, clique aqui

 

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