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ABCD terá Força Tarefa Antidopagem como subgrupo do Geolimpíadas

Veja a matéria de Luiz Roberto Magalhães publicada nesta segunda-feira (30/11), no Portal Brasil2016.

Instaurado em 2012 para aprovar e coordenar as atividades do governo federal referentes aos Jogos Rio 2016 desenvolvidas por órgãos e entidades da administração pública federal, o Geolimpíadas ganhará um subgrupo voltado a ações de serviço antidopagem: a Força Tarefa da Inteligência Antidopagem.

A informação foi dada pelo secretário nacional para a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurelio Klein, durante o encerramento do “Seminário internacional Enfrentamento ao Terrorismo no Brasil”, na última sexta-feira (27.11).

O evento foi realizado na sede da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em Brasília, e Klein estava acompanhado da britânica Gabriella Re, responsável pela implantação da área de inteligência da UK Anti-Doping (agência britânica que atua no combate à dopagem) e que trabalhou nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Gabriella participou, durante toda a semana passada, de diversas reuniões em Brasília voltadas para a área de Inteligência no combate à dopagem.

“A ABCD tem a tarefa atribuída pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) de coordenar o trabalho de inteligência antidopagem no período pré e durante os Jogos de 2016”, explicou Klein. “Temos uma forma coordenada de ação com diversas áreas do governo, como a Agência Brasileira de Inteligência, a Anvisa, a Receita Federal, a parte de Segurança Extraordinária dos Grandes Eventos (SEGE) do Ministério da Justiça, enfim, todas as áreas que possam direta e indiretamente colaborar na luta contra a dopagem no esporte para conseguirmos proteger ainda mais os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio”, acrescentou.

“A Gabriella trabalhou aqui um dia com o pessoal interno da ABCD, passando essa cultura de inteligência. Depois, nos reunimos com esses órgãos brasileiros com essa mesma ideia e constituímos o que chamamos agora de Força Tarefa da Inteligência Antidopagem, que será um subgrupo do Geolimpíadas”, revelou Klein. “O secretário Leyser (Ricardo Leyser, da Secretaria Nacional de Alto Rendimento, do Ministério do Esporte), que conduz o trabalho do Geolimpíadas, vai instituir formalmente esse subgrupo”, prosseguiu Klein.

Segundo ele, Gabriella Re participou ainda de reuniões com a Anvisa e a Receita Federal e a partir desses encontros a ABCD já está trabalhando na montagem de operações pré-teste que começarão a partir do início de 2016. O objetivo é pôr em prática alguns conceitos observados na área de inteligência antidopagem.

“Para nós da ABCD, do governo e das entidades, a vinda da Gabriella foi muito positiva. Estamos fechando um trabalho em que demandaremos de maneira mais ordenada o que nós esperamos. Imaginamos que nesse período, do início de 2016 até o debriefing pós-Jogos, a gente possa contar com o trabalho da Gabriella e de mais um par de pessoas que trabalharam com ela e que têm na veia essa questão de inteligência”, adiantou Marco Aurelio Klein.

Ferramenta indispensável

Gabriella Re acredita que a partir da entrada dos serviços de inteligência e da ampliação no compartilhamento de informações entre agências antidopagem de vários países o trabalho entrou em novo estágio de eficiência.

“O caso de Lance Armstrong mostrou que havia muito dinheiro envolvido e todo um programa em torno dele, com orientações médicas avançadas o ajudando a evitar a detecção da dopagem. Isso ressaltou a importância do trabalho de inteligência”, lembrou a britânica. “O Lance foi testado muitas vezes, mas com todo aquele dinheiro e com os médicos trabalhando ao redor dele foi possível evitar a detecção por meio dos testes. O fato de a inteligência ter trabalhado com os órgãos de justiça coletando informações mostra que esse é o caminho que os que lutam contra a dopagem têm que seguir para ter como identificar grandes casos como esse”, continuou.

“O que houve foi um grande movimento para além dos testes apenas. Com a entrada do trabalho de inteligência nesse setor, isso permitiu descobrir esses casos (Lance Armstrong e mais recentemente o escândalo envolvendo a equipe de atletismo da Rússia) em larga escala. Conseguimos descobrir o que estava se passando em grandes atividades de dopagem”, destacou Gabriella Re. “A cooperação entre as agências tem ajudado enormemente nesse processo. Esse compartilhamento de informações é o ponto de partida para a identificação desses grandes casos. Quanto mais compartilharmos informações, melhor será o resultado e não apenas no que diz respeito à inteligência, mas também em outras áreas, como o passaporte biológico. Todas essas ações vão nos permitir encontrar não apenas um atleta, mas grupos de atletas, com técnicos e médicos, como temos visto recentemente.”

A britânica elogiou a iniciativa da ABCD em trazê-la ao Brasil e adiantou que espera seguir colaborando com a entidade brasileira até os Jogos Rio 2016. “Nessa semana no Brasil eu basicamente compartilhei as experiências que obtive nos Jogos de Londres 2012. O mais importante foi mostrar como a informação pode ser compartilhada em relação às ações antidopagem para que possamos conseguir pegar as pessoas que vão tentar trapacear nos Jogos Rio 2016”, finalizou Gabriella Re.

 

Para ver a matéria no Portal Brasil 2016, clique aqui

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