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Coordenadora-geral da ABCD participa de audiência pública na Câmara dos Deputados

A coordenadora-geral da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem – ABCD, Adriana Taboza, participou, na tarde desta quarta-feira (12.06), em Brasília, de uma audiência pública na Câmara dos Deputados.

Iniciativa da deputada Flávia Morais (PDT-GO), a audiência tratou do tema “Doping no esporte” e, além da representante da ABCD, participaram o médico Eduardo De Rose, referência internacional para assuntos relativos ao combate à dopagem; Maurício de Arruda Campos, presidente da Confederação Brasileira de Musculação, Fisiculturismo e Fitness; Alexandre Bortolato, representante no Brasil da Federação Internacional de Fisiculturismo; Juscelino Santos Nascimento, atleta da Confederação Brasileira de Musculação, Fisiculturismo e Fitness; e Humberto Panzetti, representante da Organização Nacional das Entidades do Desporto (ONED). A presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem – TJD-AD, Tatiana Nunes, foi convidada, mas não pôde estar presente.

Adriana Taboza, durante apresentação na Audiência Pública na Câmara dos Deputados. Foto: Monique Damásio/Ministério da Cidadania

A audiência foi aberta com uma apresentação de Adriana Taboza. Em sua fala, além de explicar a história e o papel da ABCD, Adriana ressaltou a relevância do debate sobre a luta contra a dopagem no Brasil.

“Gostaria de enaltecer a importância deste momento, por trazer ao debate um assunto tão relevante para toda nossa sociedade e não apenas para os praticantes do esporte de alto rendimento”, elogiou.

“O esporte forma cidadãos. Dentro do esporte, podemos reproduzir todos os princípios éticos e morais de nossa sociedade. Nesse contexto, a política nacional antidopagem visa garantir, principalmente no esporte de alto rendimento, o direito do atleta de ter um esporte livre da dopagem e de ter, assim, sua saúde preservada em um ambiente esportivo íntegro”, prosseguiu Adriana Taboza.

A coordenadora da ABCD destacou o trabalho da entidade e deu exemplos que comprovam o nível de atuação em todo o território nacional. A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem é um dos legados dos Jogos Rio 2016. Nascida com a missão de consolidar a consciência antidopagem e defender, no âmbito nacional, o direito fundamental dos atletas de participarem de competições esportivas livres de quaisquer formas de dopagem, a ABCD, entre 2012, seu primeiro ano de atividades, e 2018 acumulou números expressivos:

• 223 mil atletas, técnicos e profissionais do esporte participaram de ações educacionais promovidas pela ABCD
• 44 seminários, palestras, eventos e jornadas foram organizados pela ABCD
• 129 oficiais de controle de dopagem foram capacitados
• 15 mil testes de sangue e urina foram realizados

Adriana destacou ainda o papel relevante do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem – LBCD, um dos 29 laboratórios acreditados pela Agência Mundial Antidopagem (Wada, na sigla em inglês) para análises de amostras colhidas para exames antidopagem no mundo.

O LBCD, localizado no Rio de Janeiro e que também é um dos legados dos Jogos Rio 2016, é fruto de um investimento de R$ 163,6 milhões do Governo Federal. O laboratório é hoje responsável pela análise de todas as amostras colhidas pela ABCD. Antes, essas amostras tinham que ser enviadas para laboratórios fora do país, o que aumentava consideravelmente os custos das operações.

Saúde pública

O médico Eduardo De Rose deu uma verdadeira aula sobre a história da dopagem no esporte e, mais importante, alertou sobre os sérios problemas de saúde decorrentes do uso de substâncias ilegais como anabolizantes e hormônios, entre outras.

Para os participantes da Audiência Pública, o problema da dopagem no Brasil se tornou uma preocupação de saúde pública. Foto: Monique Damásio/Ministério da Cidadania

“Esse é um problema de saúde pública”, frisou De Rose. “Hoje, os jovens nas escolas usam anabolizantes para terem um corpo sarado. Isso passa para as academias e avança para o esporte de alto rendimento. O combate passa por dois lados: pela educação e pelo controle. Assim, quero cumprimentar vocês pelo trabalho em procurar restringir esse problema, que é muito sério”, afirmou De Rose.

Em sua apresentação, o presidente da Confederação Brasileira de Musculação, Fisiculturismo e Fitness, Maurício de Arruda Campos, falou sobre a proliferação da dopagem nas academias e reforçou o alerta feito por De Rose: “O Brasil tem hoje 33 mil academias de musculação e 8 milhões de praticantes. Estamos tratando, sim, de um problema de saúde pública”.

Na sequência, Alexandre Bortolato, representante no Brasil da Federação Internacional de Fisiculturismo, destacou o papel da ABCD como aliada da modalidade na luta por um esporte livre da dopagem. Para ele, trata-se de um assunto que precisa ser debatido inclusive nas escolas. “A ABCD é excepcional no trabalho de combate à dopagem no fisiculturismo brasileiro. Precisamos educar nossos jovens e acredito que esse assunto deva ser tratado dentro das salas de aula”, sugeriu Borbolato.

Ao final das apresentações, Juscelino Nascimento, praticante do fisiculturismo, falou sobre a importância do jogo limpo no esporte. Ele começou no fisiculturismo aos 12 anos e hoje, aos 46 anos, orgulha-se de ser o que ele mesmo chamou de um atleta limpo.

“Eu sou um atleta puro, natural. Eu consegui me classificar para os Jogos Pan-Americanos, já visitei oito países competindo e sempre fazendo exames antidoping em todas as competições. O meu nome já está na Wada. Eles têm todos os meus dados e podem aparecer a qualquer momento. Eu nunca tive medo em relação a isso”, declarou o atleta, que representará o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019.

Encerradas as apresentações, Adriana Taboza fez várias ponderações e, ao responder a uma pergunta de uma internauta, voltou destacou o papel fundamental que a educação tem no combate à dopagem em todo o planeta.

“Hoje, a educação é a prioridade da Agência Mundial. Nós, como braço da Wada, temos obrigação de acionar o Estado e levar isso a todos os entes que estão envolvidos direta ou indiretamente no esporte, inclusive os pais”, explicou a representante da ABCD.

“Precisamos divulgar um pouco mais a ABCD, principalmente nas modalidades não-olímpicas. Temos atuado intensamente nas Olimpíadas e nas Paralimpíadas Escolares, onde trabalhamos com um público formado por crianças e jovens até 17 anos. Algumas das nossas maiores ações estão nessas duas competições, pois entendemos que educar os jovens é algo fundamental para o sucesso de todo trabalho relacionado ao combate à dopagem”, finalizou Adriana Taboza.

Luiz Roberto Magalhães – Ascom – Ministério da Cidadania
 

 

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