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Profissionais de saúde debatem ações antidopagem no 2º Seminário Antidopagem Brasileiro

A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) promoveu, na noite desta quinta-feira (25.06), o segundo dos três dias de palestras e discussões do 2º Seminário Antidopagem Brasileiro, que este ano é realizado totalmente em um ambiente virtual devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Se no primeiro dia, na quarta-feira (24.06), o público alvo foram os atletas olímpicos e paraolímpicos, seus familiares e suas equipes de apoio, as palestras desta quinta-feira foram voltadas aos profissionais de saúde que atuam no combate à dopagem no Brasil.

Participaram do segundo dia do Seminário, além da secretária da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, a ex-ginasta olímpica Luisa Parente, e do diretor-executivo da ABCD, Anthony Moreira, mediador do evento, os seguintes palestrantes: Adriana Taboza, diretora-técnica substituta da ABCD; Dr. José Kawazoe, presidente da Comissão de Autorização de Uso Terapêutico da ABCD (CAUT); Dr. Victor Carpio, presidente da Organização Antidopagem da América do Sul (ORAD-SAM) e diretor-executivo da Organização Nacional Antidopagem do Peru; Dr. Fernando Solera, coordenador da Comissão de Controle de Dopagem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF); e o professor-doutor Henrique Marcelo, coordenador do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD). O diretor de esportes do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Jorge Bichara, também participou do seminário.

“Esses especialistas que participaram ontem e hoje deste seminário traduzem bem o que é que essa cruzada antidopagem e quanta áreas ela envolve. O tema antidopagem é muito amplo”, frisou Luisa Parente. “Amanhã teremos a área jurídica e fico feliz por termos segmentado o seminário para facilitar esses ensinamentos e fazer com que eles atinjam um número cada vez maior de atletas, técnicos, médicos, juristas e todos aqueles ligados às ações antidopagem”, prosseguiu a secretária da ABCD.

Apesar de a palestra ter como público alvo os profissionais de saúde, os debates giraram em torno de temas que dizem respeito aos atletas e a todos os que atuam no combate à dopagem no país.

Adriana Taboza falou sobre a metodologia aplicada à lista de substâncias e métodos proibidos da Agência Mundial Antidoping (AMA), a Wada, na sigla em inglês. A representante da ABCD explicou que a lista inclui substâncias que melhoram a performance do atleta, aquelas que podem prejudicar a saúde do atleta e também aquelas que violam os valores do espírito esportivo. Ao longo de sua apresentação, Adriana detalhou a lista de substâncias proibidas e destacou alguns dos principais medicamentos que constam da lista.

“É muito importante saber que a lista de substâncias proibidas é indissociável da política antidopagem. Ela é o documento que rege a ação de todos os atletas e temos que ser íntimos da lista de substâncias proibidas”, ressaltou Adriana Taboza.

Acompanhe a íntegra do segundo dia do 2º Seminário Antidopagem Brasileiro:

Autorização de uso Terapêutico

Já o Dr. José Kawazoe falou sobre um tema complementar ao abordado por Adriana: a Autorização de Uso Terapêutico (AUT). Trata-se de um recurso que permite que atletas que estejam amparados por uma junta médica reconhecida pela ABCD possam fazer uso de algumas medicações específicas que contenham substâncias proibidas em sua fórmula, deste de que tenham a AUT chancelada pela Comissão de Autorização para Uso Terapêutico da ABCD.

“A Comissão de Autorização para Uso Terapêutico da ABCD segue o padrão internacional da Agência Mundial Antidoping. A AUT é basicamente um procedimento para obter a autorização para a utilização terapêutica de uma substância que faça parte da lista de substâncias proibidas”, resumiu o Dr. José Kawazoe.
Na sequência, o Dr. Victor Carpio falou, em espanhol, sobre a relevância do passaporte biológico em tempos de pandemia. O passaporte biológico de um atleta consiste em um acompanhamento eletrônico individual no qual perfis de marcadores biológicos, como sangue, por exemplo, são monitorados durante um determinado período de tempo. Com isso, eventuais violações ao Código Mundial Antidopagem podem ser detectadas quando variações dos níveis desses parâmetros estão fora dos limites permitidos.

Após a palestra do Dr. Carpio, o Dr. Fernando Solera detalhou a política antidopagem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O interessante foi que, antes de abordar seu tema específico, o Dr. Solera deu uma verdadeira aula sobre a evolução da história antidopagem. Ele lembrou que, em 1967, o Comitê Olímpico Internacional (COI) criou a Comissão Médica da entidade e coube a essa comissão elaborar aquela que foi a primeira lista, que, à época, muito antes da fundação da Agência Mundial Antidoping, em 1999, chamava-se Índice de Substâncias Proibidas.

O Dr. Solera trouxe dados muito interessantes sobre o controle de dopagem no futebol brasileiro. Ele revelou que nos últimos 30 anos o país apresentou 0,38% de casos de resultados analíticos adversos em relação ao total de jogadores testados. Entre 1989 e 2019, a CBF promoveu 79.139 testes, que resultaram em 303 resultados analíticos adversos. Desses, 47 atletas fizeram uso de esteroides anabolizantes e 50 atletas utilizaram a cocaína.

Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem

Por último, o professor-doutor Henrique Marcelo apresentou um pouco da história do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), um dos legados dos Jogos Rio 2016, e, em seguida, debateu os avanços na detecção da dopagem, as pesquisas ligadas à luta antidopagem e também abordou a questão do passaporte biológico.

“Dificilmente um laboratório tem condição de interagir com um público tão grande e tão diverso”, elogiou o professor Henrique Marcelo. “Nós somos o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, parte de uma holding de laboratórios chamada Ladetec, que por sua vez faz parte do Instituto de Química que pertence à centenária Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)”, detalhou o representante do LBCD.

Durante sua apresentação, ele lembrou que o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem é apenas um dos três laboratórios em todo o Hemisfério Sul acreditados pela Wada para fazer testes antidopagem oficiais. Os outros ficam na Austrália e na África do Sul. “Isso mostra um pouco o investimento que é necessário para ter um laboratório acreditado pela Wada”, ressaltou o professor Henrique.

Programação

Nesta sexta-feira, último dia do seminário, a agenda será voltada aos advogados e juristas e terá como palestrantes Tharinda Puth, gerente de assuntos legais da Wada; Luciana Corrêa, coordenadora-geral de Gestão de Resultados da ABCD; e a Dr. Tatiana Mesquita, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem – TJDAD.

Luiz Roberto Magalhães – Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania
 

Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem – ABCD
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